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Estudantes devem usar inteligência artificial nas escolas? Professores opinam

Ferramenta surge como aliada no processo de aprendizado, mas especialistas apontam que deve ser utilizada com critério

Felipe Valente*

Com a inteligência artificial (IA) cada vez mais presente no cotidiano dos estudantes e sendo tema constante no Conselho Nacional de Educação (CNE), professores começam a se adaptar para usar a tecnologia a seu favor, de modo também que não prejudique o aprendizado dos jovens.

Para Paulo Tomazinho, doutor em educação e membro do Conselho de Inovação do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR), é necessário incorporar a tecnologia na vida dos estudantes, mas com critério.

“Educar é formar sujeitos capazes de se posicionar no mundo com responsabilidade, discernimento e abertura ao outro, integrando conhecimento, ética e convivência em um mundo cada vez mais complexo”, afirmou o professor.

Para ele, a pergunta mais relevante não é se o aluno usou IA, mas o que seu cérebro precisou mobilizar ao utilizá-la.

“Usando IA, o professor compra tempo para fazer o que nenhuma tecnologia consegue fazer: a mediação pedagógica, a presença, o exemplo humano”, explica.

“Muito mais do que digitar perguntas”

Nessa lógica de usar o cérebro para realizar as perguntas, o Luiz Pinheiro, docente no Mestrado e Doutorado da Universidade Positivo, explica a necessidade não só de fazer boas perguntas para as IAs, mas também a importância de criar bons agentes.

“Se você souber de áreas específicas, seu prompt tende a ser melhor… Existe toda uma ciência por trás de um prompt, e quando você sai de um nível de operacional e vai para um nível maior, é a criação de agentes. Além de saber bons prompts, saiba criar bons agentes. Claro que isso vai depender de um conhecimento muito mais amplo do que digitar perguntas“, explicou.

Os agentes de IA são sistemas de software autônomos que utilizam inteligência artificial para planejar, raciocinar e executar tarefas complexas sem supervisão constante.

CNE vai definir regras para uso de inteligência artificial nas escolas
O CNE, por meio de uma comissão criada para debater as regras do uso de inteligência artificial (IA) nas escolas, deve regulamentar o uso da ferramenta no ambiente escolar e acadêmico, a partir de março.

Entre as discussões está a proibição da tecnologia para corrigir questões sem a supervisão do professor. Além disso, temas relacionados a IA serão inclusos em todos os cursos do ensino superior.

*Felipe Valente é estagiário de jornalismo, e produz com supervisão do editor Fabiano Klostermann do portal Banda B

Por: Banda B

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