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Rede Positivo lança manifesto para formação de leitores entre alunos

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A Rede Positivo lançou o “Manifesto pela Leitura Transformadora”, um compromisso da instituição que busca incentivar o hábito da leitura entre alunos, professores, colaboradores e famílias. A proposta pretende ampliar o acesso aos livros e desenvolver competências como concentração, pensamento crítico e autonomia na literatura, dentro e fora do ambiente escolar.

A iniciativa envolve mais de 16,5 mil estudantes das 20 unidades da rede nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Entre as ações previstas, está a criação de horários fixos para leitura por prazer. Estudantes do Ensino Fundamental terão 20 minutos diários dedicados à atividade, enquanto alunos do Ensino Médio contarão com 30 minutos semanais. A escolha dos livros é livre, respeitando o interesse e a idade de cada aluno.

A criação do manifesto é uma resposta ao cenário nacional de baixo índice de leitura. Segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada em 2024 pelo Instituto Pró-Livro, 53% da população não leu nenhum livro, nem mesmo parcialmente, nos três meses anteriores à pesquisa. Quando a leitura completa de um livro é considerada, o número de não leitores chega a 73%, o que equivale a cerca de 148 milhões de brasileiros. Santa Catarina lidera o ranking nacional com 64% de leitores, seguido por Paraná e Ceará, ambos com 54%.

Para aproximar a comunidade escolar do projeto, a rede realizou um concurso interno que escolheu o nome oficial do programa de leitura. A votação, feita pelo Instagram da instituição, reuniu sugestões de alunos e teve como nome vencedor “Virando a Página”, criado por Francisco Fukuda Ribeiro, estudante do 1º ano no Ensino Médio do Colégio Positivo, na unidade do Boa Vista, em Curitiba. O nome faz referência à leitura como ferramenta de mudança e crescimento pessoal.

O manifesto também propõe ações fora do ambiente escolar, em Curitiba, por exemplo, a escola inaugurou a Casinha Literária no Parque Positivo, dentro do Parque Barigui. O espaço funciona como ponto permanente de troca de livros e promete eventos literários gratuitos, abertos ao público.

Outro projeto, chamado “Além dos Muros da Escola”, transformou a fachada de uma das unidades do colégio em uma grande pintura com referências literárias. A obra inclui QR Codes que direcionam os leitores para uma biblioteca digital com títulos clássicos, contemporâneos e materiais complementares.

“Queremos que os livros sejam companheiros não apenas dentro das escolas, mas em toda a comunidade. Acreditamos que uma sociedade leitora é mais crítica, criativa e preparada para os desafios do futuro”, afirma Maria Fernanda Suss, diretora pedagógica do Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios da Rede Positivo.

A participação das famílias também é importante. Segundo a instituição, o exemplo dos pais e responsáveis tem papel central na formação de leitores, especialmente durante a infância. “O exemplo é a chave: nossos filhos não nos ouvem apenas, eles nos observam. Ao verem os pais engajados na leitura, as crianças e jovens interiorizam essa prática e passam a valorizá-la em sua rotina”, diz o Manifesto.

A rede também relaciona a leitura ao desempenho escolar e ao preparo dos estudantes para o uso consciente de ferramentas digitais. Segundo o documento, o hábito da leitura melhora a capacidade de concentração, amplia o vocabulário e fortalece a interpretação de texto, e essas são competências cada vez mais relevantes com a presença da inteligência artificial no cotidiano dos alunos.

O lançamento do manifesto ocorre em um momento de avanço de propostas legislativas voltadas à leitura no Brasil. O Projeto de Lei n.º 286/2024, aprovado no Senado e em análise na Câmara dos Deputados, institui a Política Nacional de Leitura e Escrita, que autoriza bibliotecas públicas a fazerem parcerias com instituições públicas e privadas para ampliar o acesso aos livros.

Já o Projeto de Lei nº 1197/2024, também aprovado no Senado, propõe a criação da Política Nacional do Livro. Entre os principais pontos está a regulamentação do preço de capa dos livros, com limite de desconto de até 10% no primeiro ano após o lançamento, medida que busca proteger o mercado editorial e garantir a diversidade de títulos.

“Ao incentivar a leitura entre estudantes, colaboradores e famílias, estamos promovendo uma mudança que transcende os muros escolares e alcança toda a sociedade”, conclui Maria Fernanda Suss.

Por: Hoje PR

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