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Painel S.A.: Aluno em universidade particular faz Estado economizar R$ 239,7 bilhões por ano, diz entidade

Alex Sabino

Entidade que representa 1.300 universidades particulares no país, o Semesp (representante de mantenedoras de ensino superior no país) afirma que o investimento público por aluno nas instituições privadas é quatro vezes menor do que o feito nas federais e estaduais.

Em dados apresentados pela presidente da entidade, Lúcia Teixeira, o custo de um estudante nas universidades públicas chega a R$ 39,1 mil por ano. Nas particulares, são R$ 9,7 mil. A diferença representa economia potencial de R$ 239,7 bilhões por ano ao Poder Público, o equivalente a 2% do PIB (Produto Interno Bruto).

O poder público financia as mensalidades de alunos em instituições privadas, como programas do ProUni (Programa Universidade para Todos) e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

Lúcia apresentou os números nesta segunda-feira (1.º) no 14.º Fórum de Lisboa. O evento ficou conhecido como “Gilmarpalooza”. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, fez convites a autoridades e a organização é do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), criado por ele.

As estatísticas referentes às públicas são do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Quanto às particulares, são do Instituto Semesp, com base na análise de 7.680 mensalidades em cursos presenciais, semipresenciais e à distância neste ano. As filiadas ao Semesp atendem, diz a entidade, cerca de 3,2 milhões de estudantes.

O objetivo final era mostrar o papel estratégico das universidades particulares na sustentabilidade do ensino superior do país. Isso aconteceria pela capacidade de ampliar vagas e pela redução do impacto financeiro nas contas públicas.

“A relevância econômica e social da participação do setor privado no ensino superior brasileiro torna-se ainda mais evidente quando se observa sua dimensão. As instituições privadas são responsáveis por aproximadamente 8,16 milhões de matrículas de graduação no país”, afirmou Lúcia Teixeira, que é também presidente da Unisanta (Universidade Santa Cecília), em Santos, no litoral paulista.

Entre os dados apresentados, 20,8% dos jovens entre 18 e 24 anos ingressam no ensino superior no Brasil.

Por: Folha de São Paulo

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